O Branco Argentino Oprimido

Bressia Lagrima Canela

Camaradas,

Na última terça-feira foi realizada mais uma degustação às cegas, dessa vez apenas com vinhos brancos, onde o vinho branco argentino, sempre oprimido pelo poderio capitalista dos brancos chilenos, saiu vencedor!

Esta é uma vitória de todas aqueles que buscam novos terroirs e sabores em meio a um mar de robotização e falta de criatividade comandado pelo império capitalista.

Segue o resultado da degustação:

Lagrima Canela 2009, Bressia, Argentina: 90 pontos
Um vinho com óbvia passagem pelo carvalho operário francês, aromas de frutas evoluídas como pêssegos bem maduros, quase passados. O álcool presente para aliviar a opressão do primeiro mundo, e com a acidez e açúcar residual na medida, sem excessos, devido à escassez de recursos da classe operária. O vencedor da noite!

nQ Chardonnay 2012, i-Wines, Chile: 89,8 pontos
Um vinho com bons aromas herbáceos, dos agradáveis bosques capitalistas. Frutas brancas em abundância, principalmente melão, o preferido da aristocracia. Equilibrado, leve e agradável, por muito pouco não destruiu o sonho de vitória da classe operária.

Trisquel Premium Sauvignon Blanc 2012, Aresti , Chile: 86,2 pontos
O odor de aspargos era muito forte neste vinho, fazendo com que a possibilidade de harmonização fosse quase impossível. Uma tentativa da aristocracia chilena de iludir a classe operária. Falhou e ficou em último lugar.

Alsace Grand Cru Riesling Schlossberg 2012, Domaine Weinbach, França: 88 pontos
Os alemães tentaram invadir nossa degustação operária de vinhos brancos e amargaram mais uma expressiva derrota, tendo que se contentar com o quarto lugar. Há quem diga que os aromas de frutas brancas e melão, mais uma vez presentes nesse intento aristocrata, não estavam tão agradáveis quanto em seu primo chileno nQ.

Jardins de Bouscassé 2008, Alain Brumont, França: 89,2 pontos
Para ajudar a classe operária do novo mundo, a França enviou seu corte de uvas oprimidas pela aristocracia bordalesa, como Petit Courbu, Gros Manseng, Arufiac, e outras. Um vinho floral, com um leve toque de frutas, bastante equilibrado e agradável. Desbancou os opressores capitalistas e alcançou o terceiro lugar, fechando o pódio.

Saúde a todos os companheiros de taça!

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